19.10.12

Cotidiano ou Pseudo crônica sobre o insuspeito.

(capítulo I)

ahh mentevaz iapareceque oosso do jo e lhovai esfarelar eseeuacho que nãopensoemnadai sso jépensarcorrecorrecorre!fo geenão pá ra nem pra respirardeixa o aaar pralaquehojeamor tetá mais pertoque eu achei que elaiaestarumahoraououtra elaiachegar masquevaiachar a minh amãeela bemdisseprae unãovir.eeuvim eu to eutenhoquecorrer e fugir e olhar pra calçadapulanaruacui dadocom o 
bu 
ra 
co 
no 
chã 
umeu 
pé 
que 
brou 
tem 
ma 
bo
ta 
na 
mi 
nha 
nu
.

.....

Não segure as portas. Isso provoca atrasos em todos os trens.

.....

- Que bom que você veio! Quer vinho?
- Eu só quero te comer.

.....

XXX,
hoje eu percebi que eu não te amo mais. Eu não vou mais te ligar, eu não vou mais aparecer. Te cuida.
assinado:Maria.



(capítulo II)

Diário Popular
Menino é confundido com ladrão e morto na madrugada de ontem. p.5

.....

Olha dotô, essa minina começô a gritá no mei' do trem e esfaquiô todo mundo que tava tentano entrá. Seizóra da tarde.

.....

berros ao fundo: FILHADUMAPUTA!
enfermeira: Doutor Parruda, tinha um saca-rolhas atravessado no pênis do paciente do quarto 9.

.....

estampido seco, sangue no asfalto.



(capítulo III)

Um dia eu vou parar de vomitar o que eu como. Eu vou parar de correr 4 horas nessa maldita esteira ergométrica. É. Eu vou ter dinheiro, vou fazer uma lipo, tirar tudo e botar silicone. 2 litros. E daí eu nunca mais vou entrar num metrô. Eu nunca mais vou encostar no zé-povinho. Vinho, eu vou viver de vinho. Eu vou trepar com todos os caras bonitos do serviço. E nunca mais vou ter que chupar o pau do velho que me paga e me dá folga, só eu deixar ele ver meus peitos. Eu vou parar de fumar e vou cumprir minhas resoluções de ano novo. Eu vou parar de querer viver numa novela.

Tá na hora da minha sopa.






(Texto original do Devaneios ao Pesto, um dos meus primeiros blogs. Postado em 25.03.08)

Um comentário:

Anna C. Magagnin disse...

curti, talvez, principalmente, porque vejo você aqui nessas linhas de uma forma ou outra.
beijim, amora.

(colocaria aqui um coraçã zinho negro e não o rosa, mas o blogger é bruto e não me permite essas pequenas ternuras).