26.11.08

luane. o rosto vermelho do sol do dia, o rosto afogueado da corrida da noite. chuviscava, e corria. no meio da madrugada, era toda sonho: desejo, necessidade, vontade. subia as escadas, pra perto das nuvens. luane chegou num céu, sem estrêlas.

respiro. sorriso. a paz de estar em casa. a menina morava numa cidade de vidro. e, lá de cima, cada casinha era um lume, cada lâmpada uma estrela. e, se fosse sonho, não era tão bom. luane quase se morria de tanto prazer. de olhos, a girar. e então. bolou um plano.

que era passarinha avuadêra, ela já sabia desde que o tempo é tempo. mas, naquele tempo-espaço, ela queria era lançar-se no céu-de-giz. catou retalho, agulha e linha. teceu um par de asas, que tinha côr de sonho e gosto de gôzo.


avuou.


5 comentários:

ane. disse...

eu, sou um amôr de tu da cabeça aos pés.

Flôr de Azeviche disse...

E eu gostei =)

Jaya disse...

Que eu li, Lua. E entendi tudo. Aí eu fui sendo feliz. E sou.

Tu tem um jeito tão único de ser poesia, que fico querendo te imprimir em versos, pra me fazer companhia, enquanto o dia-do-prato não chega. Mas, pelo menos eu sinto. E gosto que seja assim.

"Passarinha avuadêra", que tu é.
Linda.

Te beijo, muitão.

Karine disse...

...e desde então tornou-se céu.


(Amei!)

bjs

Bruno Dumont disse...

lua demais, isso!
=]

avua, guria.
beijo.