4.7.10

Tempo a gente tem.

Escrevo qualquer coisa, ouço os versos, te amando em hiatos.
Meu deus, como eu te amo. Tão cega, tão surda, tão docemente. Como ainda sou tão sua, como nós mesmo nos enforcamos em nós cegos.
Como eu te espero, como eu te desejo.
E só precisava dizer, mas você escorre, me escapa entre os dedos. E então lembro que eu mesma te desejei asas - vejo você voar tão longe, sem olhar para o chão.

(Não consigo quebrar a redoma.)

Um comentário:

Laís Eva disse...

Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar"

[Rubem Alves]