29.4.11

Amor, amor, amor.

(e para ouvir muitas vezes mais)

E como um universo que nasce num átimo de segundo, eu senti a lágrima tomar corpo dentro do meu olho, girar no ritmo da música e cair pesada como o mundo inteiro. Ah, quem me dera não entender tão pura, tão simplesmente a sua dor. Quem me dera poder abrir as minhas asas, e te levar de carona para todos os lugares lindos que nós sonhamos juntas. Quem me dera ter os pincéis pra te pintar um mundo de nanquim e aquarela. Cheirando a cardamomo e noz-moscada. Com gosto de coca-cola, negresco e pêra.
Um dia, eu sei, o mundo grande vai ser macio, e nós vamos ter a nossa escola, o nosso bistrô. O nosso mundo é lindo, porque as pessoas são mágicas. Mesmo que elas não se lembrem disso o tempo todo. (Nós mesmas já esquecemos disso uma porção de vezes.) Eu queria que você nunca mais chorasse, que nunca mais se sentisse fora do mundo.
Um dia o céu vai desabar bolhas-de-sabão todas as manhãs. Todos os pássaros do mundo serão pretos e muito cantadeiros. O amor vai brotar como mato em todas as frestas. Todos os vaga-lumes vão virar estrelas, e todas estrelas serão lumes, num brilho-piscar sem fim. E a Alice será rainha.

Eu juro.
(e até lá, juro não soltar sua mão, se você não soltar a minha.)

2 comentários:

Jaya Magalhães disse...

Você não tem noção, Lua, do quanto eu chorei lendo isso tudo. Porque eu roubei pra mim, sem querer. Porque foi um carinho que eu precisei e tive, mesmo que não seja meu.

Precisei nesse exato momento. Um pedaço do mundo tá caindo, aqui.

Obrigada.

Lu disse...

Estou feliz de ter aqui, Lulu, obrigadeiro...