13.3.09

[pétala]

Toda mulher é lua.
A inconstância. A mutabilidade. O imprevisível. A mulher, crescente.
Num crescente constante de amôr, de sensualidade. De força, coragem, desperta a fêmea, dentro de si. A leôa.
Num ápice, é cheia, plena repleta. Manda o mundo. Ama, vive, faz sexo. Domina os olhares que destila. Olhos de atordôo. Sorriso de pédra e névoa.

Faz-se cadente. Chora. Sofre, dói. Feraferida. A mulher se desvira em fragilidade, em lágrimas, em carícia.
A solidão. Eterna, ela sabe ser eterna.
[Só dorme nos braços de Chico.]

Sangue.

A mulher sangra. E o sangue é a sua eterna redenção. A mulher verte o mundo. Quase some, some.
A mulher dorme, feito a lua nova, que se esconde. E quando ressurge, é outra. De amôrnovo, de outra vida, outro destino. Desvira a vida num mistério opaco, de crescer-se, denovonovamente. Emerge do mar de lágrimas que ela mesma chorou.
Faz-se sêca, e bela.
Pede a cada estrela fria, um brilho de aluguel.

5 comentários:

bruno dumont. disse...

tu é minha lua.
e mulher.

saudade, pretuminho.
:**

Alice disse...

lindo! =]

Jaya disse...

Isso foi das coisas mais lindas que meus olhos já leram nos últimos meses.

Das coisas mais exatas que minha alma permitiu sentir.

Das coisas mais lua, que eu tinha saudades de ser - em par.

Os beijos todos são teus, hoje.

Natália disse...

A inconstância. A mutabilidade. Pois é... sou uma Lua mesmo...

Adorei.

Beijos e td de bom

Bianca De Vit disse...

Sem querer, sem perceber, parei aqui. Parei e fiquei. Gostei. Voltarei...